sábado, 23 de outubro de 2010

O PRIMEIRO PASSO É NOSSO, O RESTO É COM DEUS

Posso garantir que muitas pessoas que passam por aqui tem alguma coisa em sua vida que as impedem de chegar a Deus: algum hábito pecaminoso difícil de se deixar, algum ressentimento guardado do qual jamais se livrou, alguma ferida ainda aberta em sua alma ou sentimentos malignos que não sabem controlar. Todas sabem que é preciso se livrar de tais coisas e nem sempre é por falta de tentativa. Talvez o caminho que estão buscando para se resolver isto não seja o certo ou então ainda não tem a real consciência de quais sejam seus erros. Conheço algumas pessoas que têm uma vida religiosa “exemplar”, mas não conseguem enxergar seus próprios defeitos, só os dos outros. É importante reconhecermos nossos defeitos e nos livrarmos deles agora, se queremos uma vida com Deus. Como? “Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará.” Tiago 4:10

A todas estas pessoas, tenho boas notícias! A Palavra de Deus é bem clara quando nos diz que é possível se chegar a Deus somente através de Cristo Jesus, que está vivo, exatamente aí onde você está e pronto pra te ouvir, perdoar, libertar, curar e fortalecer. Esta é a primeira regra e nem adianta tentar de outra forma, porque não vai dar certo mesmo! (João 14:6 diz assim: “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.”).

Bem, depois de termos entendido que somente através de Jesus é que podemos chegar à presença de Deus, a próxima coisa a fazer, é tomar a iniciativa mais importante de nossas vidas, que é a renúncia a tudo aquilo que tem impedido de alcançar uma convivência mais direta e íntima com o Senhor, sem o “fantasma” da acusação o tempo todo em nossa mente. Quem é que pode ter uma intimidade com Deus, se sua consciência o acusa de alguma coisa, por menor que seja? Assim diz a Bíblia: “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós” – Tiago 4:8

Pode ser que o que tem lhe impedido de alcançar o coração de Deus seja algo que acha ser humanamente impossível de se resolver, porém quando Deus vê diante dele alguém que já fez tudo direitinho, reconheceu seus defeitos, se humilhou, confessou, abandonou o pecado ou perdoou a todos, então O Pai não resiste...Como eu lhes disse, meus amados, O RESTO É COM ELE!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

sábado, 16 de outubro de 2010

Uma Formiga me levou a orar...

Outro dia, vi uma formiga que carregava uma enorme folha. A formiga era pequena e a folha devia ter, no mínimo, dez vezes o tamanho dela. A formiga a carregava com sacrifício.
Ora a arrastava, ora a tinha sobre a cabeça. Quando o vento batia, a folha tombava, fazendo cair também a formiga.
Foram muitos os tropeços, mas nem por isso a formiga desanimou de sua tarefa. Eu a observei e acompanhei, até que chegou próximo de um buraco, que devia ser a porta de sua casa.
Foi quando pensei: “Até que enfim ela terminou seu empreendimento”. Ilusão minha. Na verdade, havia apenas terminado uma etapa.
A folha era muito maior do que a boca do buraco, o que fez com que a formiga a deixasse do lado de fora para, então, entrar sozinha.
Foi aí que disse a mim mesmo: “Coitada, tanto sacrifício para nada.”
Lembrei-me ainda do ditado popular: “Nadou, nadou e morreu na praia.” Mas a pequena formiga me surpreendeu. Do buraco saíram outras formigas, que começaram a cortar a folha em pequenos pedaços.
Elas pareciam alegres na tarefa. Em pouco tempo, a grande folha havia desaparecido, dando lugar a pequenos pedaços e eles estavam todos dentro do buraco.
Imediatamente me peguei pensando em minhas experiências. Quantas vezes desanimei diante do tamanho das tarefas ou dificuldades?
Talvez, se a formiga tivesse olhado para o tamanho da folha, nem mesmo teria começado a carregá-la.
Invejei a persistência, a força daquela formiguinha. Naturalmente, transformei minha reflexão em oração e pedi ao Senhor:
Que me desse a tenacidade daquela formiga, para “carregar” as dificuldades do dia-a-dia.
Que me desse a perseverança da formiga, para não desanimar diante das quedas.
Que eu pudesse ter a inteligência, a esperteza dela, para dividir em pedaços o fardo que, às vezes, se apresenta grande demais.
Que eu tivesse a humildade para partilhar com os outros o êxito da chegada, mesmo que o trajeto tivesse sido solitário.
Pedi ao Senhor a graça de, como aquela formiga, não desistir da caminhada, mesmo quando os ventos contrários me fazem virar de cabeça para baixo, mesmo quando, pelo tamanho da carga, não consigo ver com nitidez o caminho a percorrer.
A alegria dos filhotes que, provavelmente, esperavam lá dentro pelo alimento, fez aquela formiga esquecer e superar todas as adversidades da estrada.
Após meu encontro com aquela formiga, saí mais fortalecido em minha caminhada. Agradeci ao Senhor por ter colocado aquela formiga em meu caminho ou por me ter feito passar pelo caminho dela.
Sonhos não morrem, apenas adormecem na alma da gente.

* Meditação: E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus… (Colossenses 3:17)
* Pensamento: O dever sozinho é enfadonho; o dever com amor é prazeroso.
* Leitura: Colossenses 3:12-17

* Mensagem: Aprendi muito a respeito da “lembrança deliberada de Deus” do Irmão Lourenço, o cozinheiro de um monastério do século 17. Em seu livro The Practice of the Presence of God (A Prática da Presença de Deus), o Irmão Lourenço mencionou maneiras práticas de “oferecer seu coração a Deus de tempos em tempos, através do dia”, mesmo ao cozinhar ou consertar sapatos. A profundidade da espiritualidade de alguém, disse Lourenço, independe de modificar suas razões – fazer para Deus o que normalmente se faz para si mesmo. Um de seus tributos dizia: “O bom Irmão encontrou Deus em toda a parte, quando orava, quando consertava sapatos… Era Deus, e não a tarefa que ele tinha em mente. Ele sabia que quanto mais a tarefa fosse contra suas inclinações naturais, maior era seu amor em oferecê-la a Deus”. Esse último comentário afetou profundamente minha esposa. Quando trabalhava com pessoas de idade numa casa de repouso, era requisitada para tarefas que iam além de suas inclinações naturais. Enquanto desempenhava alguns dos deveres que menos apreciava, ela lembrava a si mesma de manter Deus e Sua glória diante de seus olhos. Com esforço, mesmo as tarefas mais difíceis podem ser executadas e apresentadas como uma oferta a Deus (Colossenses 3:17).

* Fonte: Philip D. Yancey